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Nos primeiros 60 dias de captação da paisagem sonora para o projeto Barro Branco Sonoro a chuva enriqueceu nosso trabalho: “a água nunca morre e o homem sábio rejubila-se com ela. Nem mesmo duas gotas de chuva soam do mesmo modo, como o ouvido atento poderá comprovar”. (1)

Reconhecer a chuva nos remete à geografia e ao clima, tão excepcionais à localidade eleita para este trabalho. Ainda que conte com uma rica disposição de rios e riachos, a Chapada Diamantina encontra-se no semiárido brasileiro. Os atributos que dão similitude às regiões semiáridas são sempre de origem climática, hídrica e fitogeográfica: baixos níveis de umidade, escassez de chuvas anuais, irregularidade no ritmo das precipitações ao longo dos anos; prolongados períodos de carência hídrica, entre outros aspectos. (2)

Dessa forma, recebemos as águas da chuva como um presente para os exercícios de notação dos sons e para a vivência no sertão brasileiro.

(1) Schafer, A Afinação do Mundo. 2001.
(2) Ab’Saber, Sertões e Sertanejos: uma geografia humana sofrida. 1999.

 

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